quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Livro_Estrutura do livro

O livro e suas capas

Sabe aquela frase: “você compra o livro pela capa”? Ela é verdadeira, mas de qual capa estamos falando?

Além da função básica de apresentar as informações de identificação da obra, as capas servem como um verdadeiro outdoor, onde a junção de elementos estéticos são incorporados a fim de atrair a atenção dos leitores. Mesmo considerando que o livro não deve ser comprado apenas pela sua capa, a função de atrair e seduzir o usuário para que consuma seu conteúdo é explorado de maneira explicita, proporcionando uma guerra nas prateleiras das livrarias.
Se valendo de imagens, ilustradas ou fotográficas, disposições variadas da tipografia, ao diagramar o título, ou simplesmente explorando as cores como elementos compositivos, as capas oferecem um apelo de venda intrínseco, advindo das características promocionais do marketing, onde a função de embalar o produto trata os aspectos estético-formais de maneira a criar um objeto desejado, necessário, mesmo que apenas por ser atraente.
Entendendo a estrutura do livro
Um livro não é somente um monte de folhas presas pela capa. Ele possui partes, mais ou menos constantes em todos os títulos.
A capa e o miolo são os dois grandes segmentos que compõem um livro, mas cada um deles possuem partes específicas e complexas em sua elaboração.
O Miolo
Folhear um livro é um ato simples e muito prazeroso, mas não é somente por ser o conteúdo, mas por sua apresentação visual, sua diagramação, seu projeto gráfico, enfim, o miolo do livro é a sua alma.
Estruturalmnte ele não é somente uma porção de letrinhas que formam palavras (risos). Araújo (2000), descreve a estrutura dos livros, em quatro partes:
  • Pré-textual: são elementos que antecedem o texto principal. Como elementos mínimos, que devem aparecer em uma obra, na seguinte ordem – falsa folha de rosto; folha de rosto; dedicatória; epígrafe; sumário; lista de ilustrações; lista de abreviaturas e siglas; prefácio e agradecimentos;
  • Textual: o texto correspondente ao conteúdo da obra, o livro propriamente dito;
  • Pós-textual: localiza-se depois do texto principal, elementos que a constituem podem ser as referências bibliográficas, os anexos, o posfácio, a errata, o glossário, os índices – remissivo e/ou onomástico – e o colofão e;
  • Extratextual: A capa e sua formatação específica (capa, segunda-capa, terceira-capa, quarta-capa e orelhas).
O projeto de um livro contempla a melhor organização estético-formal para representar a mensagem proposta pelo autor. Uma combinação de elementos capazes de representar graficamente a ideia central do título.
As Capas
A constituição da capa é feita para proteger as páginas internas, o miolo, geralmente feito com um papel mais fino. Desta forma, remete ao princípio das embalagens na função de proteção e apresentação do conteúdo, para seu público/leitor (AMBROSE, 2009). Araújo (2000) define “sob a designação genérica de ‘capa’, encadernada (revestimento duro) ou brochada (revestimento flexível)” esta parte extratextual que compõe o livro.
Acostumou-se a tratar por “capa” somente a primeira capa do livro, porém sua estrutura é mais complexa, conforme Araújo (2000):
  • primeira capa (parte externa, geralmente destinada a impressão das informações e grafismos – ilustrações, fotografias, etc);
  • segunda capa (verso da primeira capa, geralmente não é utilizada);
  • terceira capa (verso da quarta capa, também não utilizada para impressão);
  • quarta capa (ou contracapa, parte oposta da capa, que pode ou não ter informações impressas);
  • primeira orelha (dobra da primeira capa);
  • segunda orelha (dobra da quarta capa);
  • lombada (lateral do livro, parte visível quando o livro está posicionado em estantes) e;
  • sobrecapa (cobertura opcional ao livro, normalmente promocional ou com apelo estético).
    Assim, as capas se valem dos diversos materiais e acabamentos para transmitir de maneira única as informações da obra, sempre buscando um recurso diferenciado para ganhar a atenção nas livrarias. Com as tecnologias gráficas se desenvolvendo, relevos, vernizes, entre tantos outras formas, fazem um espetáculo a parte, construindo, novamente, capas dignas de objeto de exposição. Outras vezes, a simplicidade de apenas conter as informações textuais dispostas de maneira a torná-la uma imagem representativa, exerce o papel de diferenciar a obra em meio a tantas opções.
    Mas, basicamente, as informações contidas em uma capa são simples e objetivas, oferecendo uma grande gama de opções para organizá-las, deixando o designer livre para explorar sua criatividade e seus potenciais. Fawcett-Tang (2007), diz que é proporcional à tiragem, o investimento no projeto da capa do livro. Este fato faz com que as capas se transformem em projetos elaborados de design.

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