"Em tempos de crise do valor atribuído aos professores, os textos e práticas propostas por Paulo Freire representam uma forma de resistência ao propor uma pedagogia assumidamente política. A reedição atualizada de Professora, sim; tia, não busca fazer com que os textos do Patrono da Educação Brasileira permaneçam acessíveis aos professores deste país, dando, continuamente, elementos de reflexão para seu crescimento e valorização profissional."
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RESUMO: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar (Paulo Freire)
Por Giovana Julião, Mariana Rosa,
Jamylle Alencar, Vivian Martins e Vinícius Bonatto.
RESUMO: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar.
Primeiras palavras: PROFESSORA-TIA: A ARMADILHA.
Antes de iniciar as cartas Freire apresenta o contexto em que o livro está inserido, fazendo uma releitura das obras anteriores. Freire explica que quem ensina é também um aprendiz e que apesar de prazerosa a atividade docente requer seriedade, preparo científico, preparo físico, emocional e afetivo. Além de exigir ousadia, pois promove um envolvimento emocional. Mas este envolvimento deve ser esclarecido, o autor critica a forma comum e inocente de tratar a professora de tia, o que na verdade esconde a ideologia da passividade, pois resistir a uma política e uma realidade social do ensino não é para seres passíveis, amorosos e parentais como a maioria das tias. Segundo autor ensinar é uma tarefa que envolve militância e especificidade no seu cumprimento, portanto ser rotulada como tia é assumir uma relação de parentesco, e a partir deste discurso constitui-se a desvalorização, pois ser tia nunca poderia ser uma profissão. O autor não tem a intenção de desvalorizar a tia, mas valorizar a professora, explicitando a importância da formação política do professorado. Aparentemente o termo “tia” carrega uma ideologia de “boas moças”, que não brigam, não resistem, não se rebelam, não fazem greve.
Primeira carta: ENSINAR – APRENDER LEITURA DO MUNDO – LEITURA DA PALAVRA.
Na primeira carta intitulada “Ensinar – Aprender leitura do mundo – Leitura da palavra”, Freire volta a afirmar que não existe ensinar sem aprender, dessa forma este movimento demonstra a necessidade de formação permanente. O ato de estudar implica não apenas a leitura da palavra, mas, também a leitura do mundo, assim como a crítica a sua própria prática. Freire diz que o professor deve estar capacitado para entrar na sala de aula, mas antes disto deve ser crítico diante do conhecimento e ter humildade para rever os conceitos aprendidos, mantendo um processo permanente de reflexão entre a teoria sua prática. Dessa forma o professor não pode parar de ler o mundo em que está inserido, portanto a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Sendo assim para que o professor direcione o aluno para uma leitura crítica é necessário que o mesmo seja um modelo de leitor crítico. Este movimento fará do professor um pesquisador de sua prática. Dessa forma cabe à escola estimular o gosto pela leitura e escrita, pois a prática garante o sucesso.
Segunda carta: NÃO DEIXE QUE O MEDO DO DIFÍCIL PARALISE VOCÊ.
O medo, a dificuldade, a inteligência, o aprender a pensar e compreender. Tarefas fáceis, do cotidiano de uma pessoa?
Como conviver com essas questões no nosso dia a dia? Em que ocasião questionar e enfrentar o medo na compreensão de textos?
Com a ajuda de um colaborador, auxiliando a enfrentar o medo, a dificuldade de ler um livro e não ter medo de treinar a inteligência ao compreender esse livro.
E quando esse orientador também se sente despreparado e a ler um texto, sem se preocupar em parar a leitura, ler atentamente de maneira inteligente.
Nesta segunda carta, aprendemos a enfrentar a dificuldade e o medo de aprender, de usar de maneira inteligente as habilidades individuais e junto das habilidades de um orientador pensar sem medo e preconceito inteligentemente e entender textos.
Terceira carta: “VIM FAZER O CURSO DO MAGISTÉRIO PORQUE NÃO TIVE OUTRA POSSIBILIDADE”.
A prática educativa é algo muito sério. Ao participarmos da formação de pessoas, participamos também do seu sucesso ou fracasso. O professor deve, portanto, ter convicção ao fazer a sua escolha, reconhecendo a dignidade e importância de sua tarefa, a qual é indispensável à vida social. Contudo, esse reconhecimento precisa partir também da sociedade, para que ela própria possa esperar e exigir uma educação de qualidade. “É óbvio que problemas ligados à educação, não são apenas problemas pedagógicos. São problemas políticos, éticos tanto quanto os problemas financeiros”.
A prática educativa é algo muito sério. Ao participarmos da formação de pessoas, participamos também do seu sucesso ou fracasso. O professor deve, portanto, ter convicção ao fazer a sua escolha, reconhecendo a dignidade e importância de sua tarefa, a qual é indispensável à vida social. Contudo, esse reconhecimento precisa partir também da sociedade, para que ela própria possa esperar e exigir uma educação de qualidade. “É óbvio que problemas ligados à educação, não são apenas problemas pedagógicos. São problemas políticos, éticos tanto quanto os problemas financeiros”.
Quarta carta: DAS QUALIDADES INDISPENSÁVEIS AO MELHOR DESEMPENHO DE PROFESSORAS E PROFESSORES PROGRESSISTAS.
A primeira qualidade indispensável aos professores progressistas é a humildade, a qual exige coragem, confiança e respeito, em relação a si próprio e aos outros. Sem humildade dificilmente ouviremos com respeito aqueles que consideramos demasiadamente longe de nosso nível de competência. Da mesma forma, a amorosidade – não apenas aos alunos mas ao próprio processo de ensinar – e a tolerância – virtude que nos ensina a conviver com o diferente – são fundamentais.
A coragem para comandar e educar nossos medos, bem como a segurança, que demanda competência científica, clareza política e integridade ética, também são qualidades apontadas. Não se pode esquecer, ainda, da competência, da capacidade de decisão, da eticidade, da alegria de viver e do equilíbrio entre a paciência e a impaciência – a paciência sozinha pode levar à acomodação; a impaciência, por sua vez, a um ativismo irresponsável.
A primeira qualidade indispensável aos professores progressistas é a humildade, a qual exige coragem, confiança e respeito, em relação a si próprio e aos outros. Sem humildade dificilmente ouviremos com respeito aqueles que consideramos demasiadamente longe de nosso nível de competência. Da mesma forma, a amorosidade – não apenas aos alunos mas ao próprio processo de ensinar – e a tolerância – virtude que nos ensina a conviver com o diferente – são fundamentais.
A coragem para comandar e educar nossos medos, bem como a segurança, que demanda competência científica, clareza política e integridade ética, também são qualidades apontadas. Não se pode esquecer, ainda, da competência, da capacidade de decisão, da eticidade, da alegria de viver e do equilíbrio entre a paciência e a impaciência – a paciência sozinha pode levar à acomodação; a impaciência, por sua vez, a um ativismo irresponsável.
Quinta carta: PRIMEIRO DIA DE AULA.
É natural que em seu primeiro dia de aula, o professor sinta medo, insegurança e timidez. Para que o professor vença todos esses obstáculos, é necessário que ele os assuma. O professor deve atentar-se para que consiga ler e entender a classe que está diante dele, notando as peculiaridades, realidades e histórias de cada aluno. Muitas vezes a realidade do aluno não é a que se espera e deseja, mas o professor precisa fazer com que eles se sintam respeitados, pois deste modo ganhará a confiança dos educandos.
Deste modo, Freire fala que o saber arrogante precisa ser desvencilhado. Temos que ter uma educação progressista do conhecimento.
Para isso, destaca o papel do professor humildade, pois , "A humildade nos ajuda a conhecer esta coisa óbvia: ninguém sabe tudo; ninguém ignora tudo. Todos sabemos algo; todos ignoramos algo. Sem humildade dificilmente ouviremos com respeito a quem consideramos demasiadamente longe de nosso nível de competência."(FREIRE, 2009, p.59).
No fim, fica explícito a corrente pedagógica filosófica do Realismo de Vygotsky, o ensino como processo social, da experiência construída diante da relação do homem com seu ambiente, gerando a compreensão do conhecimento, o que consolida uma das linhas ideológicas de Freire.
Sexta carta: DAS RELAÇÕES ENTRE A EDUCADORA E OS EDUCANDOS.
As relações estabelecidas entre os educadores e educandos incluem a questão da aprendizagem, do ensino, do processo do conhecer-ensinar-aprender, da autoridade, da liberdade, da leitura, da escrita, das virtudes da educadora, da identidade cultural dos educandos e do respeito devido a ela.
Quando deixa de existir uma relação coerente entre o que a educadora diz e o que ela faz, a prática educativa é um desastre, pois diante dessa contradição (entre o fazer e o dizer) o educando tende a não acreditar no que a educadora diz, apenas espera o próximo deslize. E como afirma Paulo Freire: “Se esta coisa que está sendo proclamada mas, ao mesmo tempo, tão fortemente negada na prática, fosse realmente boa, ela não seria apenas dita mas vivida” (FREIRE, 2009, p. 76).
Logo, o professor deve fazer uso do seu papel mediador sem esquecer a sua responsabilidade interventiva na construção da relação do conhecimento.
Sétima carta: DE FALAR AO EDUCANDO A FALAR A ELE E COM ELE; DE OUVIR O EDUCANDO A SER OUVIDO POR ELE.
Nesta carta com o titulo “De falar ao educando a falar a ele e com ele; de ouvir o educando a ser ouvido por ele.” tem a ver com o ato político de ter voz e dar voz dentro de sala de aula. O autor explana sobre o professor que, algumas vezes precisa, em razão da autoridade que deve manter em sala de aula, falar aos educandos e, em outras vezes, falar com eles para que, juntos, possam conduzir o processo de ensino-aprendizagem. Assim, o educador que aprender a ouvir o aluno terá muito mais chance de ser ouvido por ele, e errado estará o educador que entende ser sempre ele a dar a palavra final sobre tudo. Essa experiência equilibrada entre o falar ao e o falar com os educandos é essencial para a formação de cidadãos responsáveis e críticos. Portanto essa discussão conjunta é o exercício da cidadania.
Oitava carta: IDENTIDADE CULTURAL E EDUCAÇÃO.
Na oitava carta intitulada de “Identidade cultural e educação”, e como no próprio titulo desta carta, Paulo Freire estabelece uma relação entre identidade cultural e educação, onde neste momento ele procura frisar a necessidade de o educador conhecer a realidade social de seus alunos porque, assim, terá uma concepção mais clara para a sua própria identidade, em que a identidade de uma pessoa está associada à classe social a que pertence. Além de dizer que o educador precisa respeitar os seus alunos em sua condição social, o autor destaca que o professor não deve colocar-se numa posição superior às dos alunos de classe social mais baixa, mas também não deve sentir-se inferior aos alunos que pertencem à classe mais alta. Enfatizando sempre a importância de se respeitar as diferenças e valorizar o contexto social dos alunos, como a maneira de cada um se expressar e falar.
Nona carta: CONTEXTO CONCRETO – CONTEXTO TEÓRICO.
Paulo freire salienta a ideia que as relações entre a prática e o saber da prática são indicotomizáveis. Aborda a importância da formação permanente da educação, e a indispensável reflexão crítica sobre os condicionamentos que o contexto cultural tem sobre os educadores, seu modo de pensar, agir, e seus valores.
Também nesta carta ressalta a importância de procurar sempre entrelaçar o contexto concreto e o contexto teórico, pois é impossível ensinar conteúdos sem saber como pensam os alunos no seu contexto real (contexto concreto), ou seja, na sua cotidianeidade. Assim, é importante saber o que eles já sabem para, a partir daí, ajudá-los a aprofundar os conhecimentos que já possuem bem como apresentar a eles aquilo que ainda não sabem.
Décima carta: MAIS UMA VER A QUESTÃO DA DISCIPLINA.
A décima carta aponta a questão da disciplina como um princípio básico nos diversos contextos de aprendizagem, seja no trabalho intelectual, na leitura séria de textos, na escrita cuidada, na observação e análise de fatos e no estabelecimento de relações entre eles.
Ao professor cabe a construção dos saberes com seus alunos, e não transmitir conhecimento. E para que se consiga, de fato esta construção, antes é preciso que ele se prepare, invista numa formação sólida e abrangente, tornando-se, enfim, produtor do conhecimento que lhe foi ensinado.
Últimas palavras: SABER E CRESCER – TUDO A SER.
As ultimas palavras intitulada “Saber e crescer – tudo a ver” segundo freire para saber é preciso crescer, este saber é um processo social e individual ao mesmo tempo. Mas para isso é preciso que o saber de minorias dominantes não proíba o crescer das imensas minorias dominadas. Este livro de Freire leva à reflexão profunda sobre vários temas tais como: analfabetismo, política educacional, estrutura social, papel profissional, condição da criança e do jovem em países pobres.
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RESENHA
Livro: Paulo Freire (1993), "Professora sim tia não: cartas a quem ousa ensinar."
Freire, Paulo (1993). Professora sim, tia não: Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo:
Olho D’água, 127 p. Review by Elizete Delima Carneiro and Mara Cristine Maia dos
Santos (UNILASALLE) De:
(In: La Salle: Revista de Educação;, Ciência e Cultura/Centro Educacional La Salle
de Ensino Superior (CELES), v. 4, n. 1 (Outono de 1999). Reproduced with
permission.)
POR: Anatália Matos
Freire introduz Professora sim, tia não procurando, através do enunciado, exigir um
primeiro empenho à compreensão e entendimento não apenas do significado de cada uma
das palavras que compõem o próprio enunciado, mas também sobre "o que elas ganham e
perdem, individualmente, enquanto inseridas numa trama de relações" (p. 9). Assim,
dividindo o enunciado em três blocos (a) professora, sim, (b) tia, não e (c) cartas a quem
ousa ensinar, enfatiza a tarefa do ensinante, que requer comprometimento e gosto "de
querer bem não só aos outros, mas ao próprio processo que ela implica" (p. 9) e sobre a
impossibilidade de ensinar sem ousar. Ousar para "falar em amor", para que estudamos,
aprendemos, ensinamos e conhecemos com o nosso corpo inteiro (...) para jamais
dicotomizar o cognitivo do emocional (...) para ficar ou permanecer ensinando por longo
tempo nas condições que conhecemos, mal pagos, depreciados e resistindo ao risco de cair
vencidos pelo cinismo (p. 10).
Em sua análise sobre Professora, sim, tia, não, apresenta sobre tudo duas razões. De
um lado o de evitar uma compreensão distorcida sobre a tarefa profissional do professor.
De outro, o de ocultar a ideologia repousada na falsa identificação.
A tentativa de reduzir a professora à condição de tia é uma inocente armadilha
ideológica em que, tentando-se dar a ilusão de adocicar a vida da professora, o que se tenta
é amaciar a sua capacidade de luta, entretê-la no exercício de tarefas fundamentais (p.25).
Segue sua análise através das "cartas a quem ousa ensinar", expondo questões
fundamentais sobre os que fazeres acima de tudo político-pedagógicos. Dessa forma,
convida a questionar e a pensar sobre o ato de escrever puramente mecânico e o ato de
pensar ordenadamente.
O texto, "embora simples", tem a intenção de mostrar a tarefa do ensinante que é
também a de ser aprendiz, sendo preciso para isso ousar, o aprender a ousar, para dizer não
à burocratização da mente a que nos expomos no dia-a-dia. Segundo Freire, é preciso
ousadia ao próprio fato de se fazer professor, educador, que se vê responsável
profissionalmente pela formação permanente. Nesse sentido, não se quer desmoralizar ou
desvalorizar a figura da tia, mas questionar a desvalorização profissional, que vem
acontecendo há décadas, de transformar a professora num parente postiço.
A posição de luta democrática que os professores testemunham a seus alunos, dentro
dos valores da democracia apresenta-se em três exigências: que a luta jamais se transforme
em luta singular e individual, que se desafiem os órgãos da categoria para a luta e que haja
sempre a formação permanente e que acima de tudo o educador esteja aberto à avaliação da
prática.
Como educadores e educadoras somos políticos, fazemos política ao fazer educação.
Se sonhamos com a democracia, que lutemos, dia e noite, por uma escola em que falemos
aos e com os educandos, para que, ouvindo-os, possamos ser por eles ouvidos também (p.
92).
Vale a pena ler as cartas e refletir sobre elas, dando atenção especial a cada uma delas,
pois a leitura crítica dos textos e do mundo tem a ver com mudança em processo. É preciso,
então, compreender o processo do estudar, do ler, do observar, do reconhecer, do ensinar e
do fazer.
É preciso que os educandos, experimentando-se criticamente na tarefa de ler e de
escrever, percebam as tramas sociais em que se constituem e se reconstituem a linguagem,
a comunicação e a produção do conhecimento, fazendo da escola espaço de reflexão e
conscientização. "A escola, em que se pensa, em que se atua, em que se cria, em que se fala,
em que se ama, se adivinha a escola que diz sim à vida.. E não a escola que emudece e me
emudece" (sic) (p.63).
Paulo freire ainda convida a um aprofundamento sobre a educação nos aspectos
quantitativos e qualitativos; abordando também o problema dos salários dos professores,
que são muitas vezes insignificantes, refletem a imagem de sua desvalorização pela
sociedade. Surge dessa forma a necessidade de esclarecer a opinião pública sobre a situação
em que se encontra o magistério. "Nenhuma sociedade se afirma sem o aprimoramento de
sua cultura, da ciência, da pesquisa, da tecnologia, do ensino. Tudo isso começa com a pré-
escola" (p. 53).
As cartas também resgatam algumas das qualidades indispensáveis aos educadores e
educadoras. Alguns questionamentos se fazem presentes, sobre os quais vale refletir com a
sociedade: que é ensinar? que é aprender? que compreensão temos de mundo? fazemos
política ao fazer educação? o diferente de nós é superior ou inferior a nós? como deve ser a
escola democrática?
Ao ler as cartas, é importante sabermos que o saber tem tudo a ver com o crescer, e
que o crescer insere os sujeitos em um movimento dinâmico... "A imobilidade no
crescimento é enfermidade e morte" (p. 125). "O saber tem tudo a ver com o crescer. Mas é
preciso, absolutamente preciso, que o saber de minorias dominantes não proíba, não asfixie,
não castre o crescer das imensas maiorias dominadas" (p. 127).
Enfim, nessa obra, Paulo Freire vem a enfatizar a importância de que professores se
conscientizem e se desvencilhem da ideologia que manhosamente quer distorcer sua tarefa
profissional. Assim, esclarece, orienta e incentiva professoras e professores a assumirem o papel político-social que desempenham. Sendo a educação ato político, requer
comprometimento tanto na luta política, quanto nas reivindicações do corpo docente e na
formação de cidadãos realmente críticos e atuantes.

