domingo, 28 de maio de 2017

Filme_Gladiador

Filme_Gladiador

Gênero: Drama/Ação/Épico ‧ 2h 51m

Data de lançamento19 de maio de 2000 (Brasil)
"Commodus toma o poder e se livra de Maximus, um dos generais favoritos de seu predecessor e pai, o grande filósofo, rei e imperador Marcus Aurelius. O bravo guerreiro é forçado a se tornar gladiador nas arenas e precisa lutar pela vida."


Este filme é meio violento, pois há lutas entre gladiadores, porém tem efeitos fascinantes, lutadores fortes, uma pitada de romance, e mesmo sendo ambíguo (republicanos e romanos), se destacam claramente a grandeza de se defender os ideais de Roma. Todavia retrata que a ânsia para se chegar ao poder não há lei, princípios ou limite. Nesse ínterim fica evidente a ira de Commodus ao saber que seu pai (Aurelius - imperador) pretende deixar o trono para o comandante do exército romano (Maximus), e sua ambição pelo trono é tão intensa que assassina seu pai. A partir daí, Commodus assume a coroa e ordena a morte de Maximus, mas este consegue fugir... Descobre-se sem lar e família, então muda sua identidade, passando a ser um escravo e gladiador do império romano.

Certamente, a história conta com personagens verídicos, agora se é exatamente real, já é outra história, pois como quase em todos os filmes a história verídica sempre ganha um pouco de magnetismo para ficar mais envolvente... No geral é um filme envolvente!

Livro_O caçador de pipas

Resultado de imagemLivro_O Cacador de pipas
Data da primeira publicação29 de maio de 2003
PaísEstados Unidos
GêneroFicção histórica, Drama
"'O caçador de pipas' conta a história de Amir, um afegão há muito imigrado para os Estados Unidos, que se vê obrigado a acertar as contas com o passado e retorna a seu país de origem. O ponto de partida do livro é a infância do protagonista, quando Cabul ainda não era a capital do país que foi invadido pela União Soviética, dominado pelos talibãs e subjugado pelos Estados Unidos."

Livro_Memórias de uma gueixa

Livro_Memorias-de-uma-gueixa
Autor: Arthur Golden
Editora: Imago

160 páginas

"'Memórias de uma Gueixa' é um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem. Seu relato tem início numa vila pobre de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos é tirada de casa e vendida como escrava. Pouco a pouco, vamos acompanhar sua transformação pelas artes da dança e da música, do vestuário e da maquilagem; e a educação para detalhes como a maneira de servir saquê revelando apenas um ponto do lado interno do pulso - armas e mais armas para as batalhas pela atenção dos homens. Mas a Segunda Guerra Mundial força o fechamento das casas de gueixas e Sayuri vê-se forçada a se reinventar em outros termos, em outras paisagens."

Livro_A Mala de Hana


Livro_a-mala-de-hana_uma-historia-real
AssuntoHolocausto
TraduçãoRenata Siqueira
"'A mala de Hana' é um retrato singelo, mas mostra como era cruel a vida das crianças submetidas ao Holocausto.
A história se desenrola em três continentes durante um período de quase setenta anos. Envolve a experiência da garotinha Hana e de sua família na Tchecoslováquia (atual República Tcheca), nas décadas de 1930 e 40: e uma jovem e um grupo de crianças em Tóquio, no Japão: e um homem em Toronto, no Canadá, nos dias de hoje. 
Um relato que vai sensibilizar a todos, para que horrores semelhantes ao que atingiu Hana e outros inocentes nunca voltem a acontecer."

Livro_A chave de Sarah

Livro_A chave

de Sarah

Nome: A Chave de Sarah
Autora: Tatiana de Rosnay
Ano: 2008 
Páginas: 39
Editora: Suma de Letras

"Julia Jarmond é uma jornalista Americana que vive em Paris há 25 anos e é casada com o arrogante e infiel Bertrand Tézac, com quem ela tem uma filha de onze anos. Julia escreve para uma revista americana, e seu editor pede que ela cubra o sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d'Hiver - um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram presos antes de serem enviados para Auschwitz. 

Ao se aprofundar em sua investigação, Julia constata que o apartamento para o qual ela e o marido planejam se mudar pertenceu aos Starzynski, uma família judia imigrante que fora desapossada pelo governo francês da ocupação, e em seguida comprado pelos avós de Bertrand. Ela resolve descobrir o destino dos ocupantes anteriores. É revelada então a história de Sarah, a única sobrevivente dos Starzynski a sobreviver. 

A família de Sarah foi uma das muitas brutalmente arrancadas de casa pela polícia do governo colaboracionista francês. Michel, irmão mais novo garota, se esconde em um armário, e Sarah o tranca lá dentro. Ela fica com a chave, acreditando que em poucas horas estará de volta. Julia é então impelida a retraçar a sofrida jornada de Sarah em busca de liberdade e sobrevivência, dos terríveis dias em campos de concentração aos momentos de tensão na clandestinidade, e por fim seu paradeiro após a guerra. E à medida que a trajetória da garota é revelada, mais segredos são desenterrados.

Ao escrever sobre o passado da França com uma clareza implacável, Tatiana de Rosnay oferece em 'A Chave de Sarah' um contundente retrato da França sob a ocupação nazista, revelando tabus e negações que circundam este doloroso período da História francesa."

Encontro literário_Pedro Bandeira

Setembro/2016 - A Editora Moderna organizou uma noite de palestra e autógrafo com o escritor Pedro Bandeira, na livraria Saraiva, do Shopping Iguatemi, Campinas-SP. 
Foi um encontro literário proveitoso, onde o autor discorreu sobre sua vida profissional e a trajetória com a escrita... O autor em questão é gentil e receptivo. Valeu mesmo!!!



Minhas Tardes com Margueritte - Trailer legendado

Filme_Minhas tardes com Margueritte

  • Ficha técnica
    Título Original: La tête en fricheAno de produção: 2010
    Direção: Bertrand Bonello
    Elenco: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus e Patrick Bouchitey
    Gênero: Comédia/drama
    Duração: 82 minutos
    Distribuidora: Imovision
Sinopse:"Minhas Tardes com Margueritte Legendado - É a história de um daqueles improváveis encontros que podem mudar a sua vida: Germain, um cinqüentão quase analfabeto, e Marguerite, um velinha apaixonada por livros. Quarentas anos e muitos quilos os separam. Um dia, por acaso, Germain senta ao lado dela em um banco no parque. Ela recita em voz alta versos dando assim a ele a chance de descobrir a magia dos livros, que nunca fizeram parte da vida dele. Mas Marguerite está perdendo a visão e pelo carinho e afeto que foram criados dessa relação, Germain vai se fazer aprender para mostrá-la que ele poderá ler para ela, quando ela não puder mais. Uma história sobre os encontros inesperados da vida."

"Germain gosta de alimentar os pombos na praça perto de seu trabalho – até nomeou as aves! Um dia, encontra uma simpática senhorinha e começa uma agradável e inusitada amizade com ela. Sucesso de 2010, Uma Tarde com Margueritte traz Gérard Depardieu em boa forma cômica. Mais que isso, a veterana Gisèle Casadesus está adorável no papel-título. Os diálogos desta comédia dramática, dirigida por Jean Becker (o mesmo de Conversas com meu Jardineiro), são genuínos e cheios de vida. Não deixe de assistir!"


É um filme francês belíssimo, delicado. Uma amizade sincera transcende qualquer idade, pois é repleta de carinho e também conhecimento através de leituras, e, sem dúvida, uma pitada de amor.

Filme-Assistir_O Melhor de Mim_Dublado em portugues

Filme_O melhor de mim

Amanda e Dawson se apaixonaram perdidamente na primavera 1964. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Separados pelo destino, cada um seguiu o seu caminho até que, após 20 anos, um encontro inesperado traz à tona … Mais
Data de lançamento30 de outubro de 2014 (Brasil)

Bem, assisti ao filme não dublado. Mas, enfim, é um romance que inquieta, faz pensar e repensar sobre os encontros e desencontros acerca do amor... Que em alguns casos unem duas pessoas apenas sob o mesmo luar... Caminha-se tal qual as escolhas feitas!!! 

Música_Trilha sonora do filme - Um amor para Recordar ♥

"Essa é a comovente história de Landon, o rapaz mais popular da escola. Desajustado e agressivo, ele se apaixona por Jamie, uma menina que vive em outro mundo.

Filha do pastor da pequena cidade, é estudiosa e compenetrada. Jamie nunca imaginou conversar com Landon, quanto mais se apaixonar perdidamente por ele. Mas o destino que os uniu, vai também lhes pregar uma peça.

O lindo romance entre Landon e Jamie será Um Amor para Recordar. Um Amor para Recordar é o Romeu e Julieta do Século 21. Um filme inesquecível que merece ser descoberto."

FICHA TÉCNICA

Titulo original: A walk to remember
Duração: ~ 100 minutos
Ano de lançamento: 2002
Direção: Adam Shankman
Elenco: Shane West | andy Moore

Data de lançamento25 de janeiro de 2002 (EUA)
Companhia(s) produtora(s)Gaylord Films; Di Novi Pictures; Pandora Cinema
Um amor para recordar_filme

Se você curte um bom romance, quando puder assista ao filme, e prepare a caixa de lenços, pois é emocionante!!!

Tradução da música: Only Hope
Única Esperança
Há uma música que está dentro da minha alma
É a que eu tentei escrever mais e mais
novamente
eu vou acordar no frio infinito
Mas você canta para mim mais e mais e outra vez

Refrão
Então eu coloco minha cabeça de volta para baixo
E eu levanto minhas mãos e rezo
Para ser somente sua eu rezo
Para ser somente sua eu sei agora
Você é minha única esperança

Cante para mim a canção das estrelas
Da sua galáxia dançando e rindo e rindo
novamente
Quando sentir que meus sonhos estão tão longe
Cante para mim todos os planos que você tem para mim acabou
novamente

Refrão

Então eu coloco minha cabeça de volta para baixo
E eu levanto minhas mãos e rezo
Para ser somente sua eu rezo
Para ser somente sua eu sei agora
Você é minha única esperança


te dou o meu destino
Im dando tudo de mim
Eu quero a sua sinfonia
Cantando em tudo o que eu souCorrigir
No topo dos meus pulmões
Eu estou dando a ele tudo o que tenho

Refrão

Então eu coloco minha cabeça de volta para baixo
E eu levanto minhas mãos e rezo
Para ser somente sua eu rezo
Para ser somente sua eu rezo
Para ser somente sua eu sei agora
Você é minha única esperança

quinta-feira, 2 de março de 2017

Livro_Professora, sim; tia, não: cartas a quem ousa ensinar


"Em tempos de crise do valor atribuído aos professores, os textos e práticas propostas por Paulo Freire representam uma forma de resistência ao propor uma pedagogia assumidamente política. A reedição atualizada de Professora, sim; tia, não busca fazer com que os textos do Patrono da Educação Brasileira permaneçam acessíveis aos professores deste país, dando, continuamente, elementos de reflexão para seu crescimento e valorização profissional."

                                                                                     Livro_capa



Resumo_professora-sim-tia-nao

RESUMO: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar (Paulo Freire)

Por Giovana Julião, Mariana Rosa,
Jamylle Alencar, Vivian Martins e Vinícius Bonatto.

RESUMOProfessora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar.

Primeiras palavras: PROFESSORA-TIA: A ARMADILHA.
Antes de iniciar as cartas Freire apresenta o contexto em que o livro está inserido, fazendo uma releitura das obras anteriores. Freire explica que quem ensina é também um aprendiz e que apesar de prazerosa a atividade docente requer seriedade, preparo científico, preparo físico, emocional e afetivo. Além de exigir ousadia, pois promove um envolvimento emocional. Mas este envolvimento deve ser esclarecido, o autor critica a forma comum e inocente de tratar a professora de tia, o que na verdade esconde a ideologia da passividade, pois resistir a uma política e uma realidade social do ensino não é para seres passíveis, amorosos e parentais como a maioria das tias. Segundo autor ensinar é uma tarefa que envolve militância e especificidade no seu cumprimento, portanto ser rotulada como tia é assumir uma relação de parentesco, e a partir deste discurso constitui-se a desvalorização, pois ser tia nunca poderia ser uma profissão. O autor não tem a intenção de desvalorizar a tia, mas valorizar a professora, explicitando a importância da formação política do professorado. Aparentemente o termo “tia” carrega uma ideologia de “boas moças”, que não brigam, não resistem, não se rebelam, não fazem greve.

Primeira carta: ENSINAR – APRENDER LEITURA DO MUNDO – LEITURA DA PALAVRA.
Na primeira carta intitulada “Ensinar – Aprender leitura do mundo – Leitura da palavra”, Freire volta a afirmar que não existe ensinar sem aprender, dessa forma este movimento demonstra a necessidade de formação permanente. O ato de estudar implica não apenas a leitura da palavra, mas, também a leitura do mundo, assim como a crítica a sua própria prática. Freire diz que o professor deve estar capacitado para entrar na sala de aula, mas antes disto deve ser crítico diante do conhecimento e ter humildade para rever os conceitos aprendidos, mantendo um processo permanente de reflexão entre a teoria sua prática. Dessa forma o professor não pode parar de ler o mundo em que está inserido, portanto a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Sendo assim para que o professor direcione o aluno para uma leitura crítica é necessário que o mesmo seja um modelo de leitor crítico. Este movimento fará do professor um pesquisador de sua prática. Dessa forma cabe à escola estimular o gosto pela leitura e escrita, pois a prática garante o sucesso.

Segunda carta: NÃO DEIXE QUE O MEDO DO DIFÍCIL PARALISE VOCÊ.

O medo, a dificuldade, a inteligência, o aprender a pensar e compreender. Tarefas fáceis, do cotidiano de uma pessoa?

Como conviver com essas questões no nosso dia a dia? Em que ocasião questionar e enfrentar o medo na compreensão de textos?

Com a ajuda de um colaborador, auxiliando a enfrentar o medo, a dificuldade de ler um livro e não ter medo de treinar a inteligência ao compreender esse livro.

E quando esse orientador também se sente despreparado e a ler um texto, sem se preocupar em parar a leitura, ler atentamente de maneira inteligente.
Nesta segunda carta, aprendemos a enfrentar a dificuldade e o medo de aprender, de usar de maneira inteligente as habilidades individuais e junto das habilidades de um orientador pensar sem medo e preconceito inteligentemente e entender textos.

Terceira carta: “VIM FAZER O CURSO DO MAGISTÉRIO PORQUE NÃO TIVE OUTRA POSSIBILIDADE”.

A prática educativa é algo muito sério. Ao participarmos da formação de pessoas, participamos também do seu sucesso ou fracasso. O professor deve, portanto, ter convicção ao fazer a sua escolha, reconhecendo a dignidade e importância de sua tarefa, a qual é indispensável à vida social. Contudo, esse reconhecimento precisa partir também da sociedade, para que ela própria possa esperar e exigir uma educação de qualidade. “É óbvio que problemas ligados à educação, não são apenas problemas pedagógicos. São problemas políticos, éticos tanto quanto os problemas financeiros”.

Quarta carta: DAS QUALIDADES INDISPENSÁVEIS AO MELHOR DESEMPENHO DE PROFESSORAS E PROFESSORES PROGRESSISTAS.

A primeira qualidade indispensável aos professores progressistas é a humildade, a qual exige coragem, confiança e respeito, em relação a si próprio e aos outros. Sem humildade dificilmente ouviremos com respeito aqueles que consideramos demasiadamente longe de nosso nível de competência. Da mesma forma, a amorosidade – não apenas aos alunos mas ao próprio processo de ensinar – e a tolerância – virtude que nos ensina a conviver com o diferente – são fundamentais.
A coragem para comandar e educar nossos medos, bem como a segurança, que demanda competência científica, clareza política e integridade ética, também são qualidades apontadas. Não se pode esquecer, ainda, da competência, da capacidade de decisão, da eticidade, da alegria de viver e do equilíbrio entre a paciência e a impaciência – a paciência sozinha pode levar à acomodação; a impaciência, por sua vez, a um ativismo irresponsável.

Quinta carta: PRIMEIRO DIA DE AULA.
É natural que em seu primeiro dia de aula, o professor sinta medo, insegurança e timidez. Para que o professor vença todos esses obstáculos, é necessário que ele os assuma. O professor deve atentar-se para que consiga ler e entender a classe que está diante dele, notando as peculiaridades, realidades e histórias de cada aluno. Muitas vezes a realidade do aluno não é a que se espera e deseja, mas o professor precisa fazer com que eles se sintam respeitados, pois deste modo ganhará a confiança dos educandos.
Deste modo, Freire fala que o saber arrogante precisa ser desvencilhado. Temos que ter uma educação progressista do conhecimento.
Para isso, destaca o papel do professor humildade, pois , "A humildade nos ajuda a conhecer esta coisa óbvia: ninguém sabe tudo; ninguém ignora tudo. Todos sabemos algo; todos ignoramos algo. Sem humildade dificilmente ouviremos com respeito a quem consideramos demasiadamente longe de nosso nível de competência."(FREIRE, 2009, p.59).
No fim, fica explícito a corrente pedagógica filosófica do Realismo de Vygotsky, o ensino como processo social, da experiência construída diante da relação do homem com seu ambiente, gerando a compreensão do conhecimento, o que consolida uma das linhas ideológicas de Freire.

Sexta carta: DAS RELAÇÕES ENTRE A EDUCADORA E OS EDUCANDOS.
As relações estabelecidas entre os educadores e educandos incluem a questão da aprendizagem, do ensino, do processo do conhecer-ensinar-aprender, da autoridade, da liberdade, da leitura, da escrita, das virtudes da educadora, da identidade cultural dos educandos e do respeito devido a ela.
Quando deixa de existir uma relação coerente entre o que a educadora diz e o que ela faz, a prática educativa é um desastre, pois diante dessa contradição (entre o fazer e o dizer) o educando tende a não acreditar no que a educadora diz, apenas espera o próximo deslize. E como afirma Paulo Freire: “Se esta coisa que está sendo proclamada mas, ao mesmo tempo, tão fortemente negada na prática, fosse realmente boa, ela não seria apenas dita mas vivida” (FREIRE, 2009, p. 76).
Logo, o professor deve fazer uso do seu papel mediador sem esquecer a sua responsabilidade interventiva na construção da relação do conhecimento.

Sétima carta: DE FALAR AO EDUCANDO A FALAR A ELE E COM ELE; DE OUVIR O EDUCANDO A SER OUVIDO POR ELE.
Nesta carta com o titulo “De falar ao educando a falar a ele e com ele; de ouvir o educando a ser ouvido por ele.” tem a ver com o ato político de ter voz e dar voz dentro de sala de aula. O autor explana sobre o professor que, algumas vezes precisa, em razão da autoridade que deve manter em sala de aula, falar aos educandos e, em outras vezes, falar com eles para que, juntos, possam conduzir o processo de ensino-aprendizagem. Assim, o educador que aprender a ouvir o aluno terá muito mais chance de ser ouvido por ele, e errado estará o educador que entende ser sempre ele a dar a palavra final sobre tudo. Essa experiência equilibrada entre o falar ao e o falar com os educandos é essencial para a formação de cidadãos responsáveis e críticos. Portanto essa discussão conjunta é o exercício da cidadania.

Oitava carta: IDENTIDADE CULTURAL E EDUCAÇÃO.
Na oitava carta intitulada de “Identidade cultural e educação”, e como no próprio titulo desta carta, Paulo Freire estabelece uma relação entre identidade cultural e educação, onde neste momento ele procura frisar a necessidade de o educador conhecer a realidade social de seus alunos porque, assim, terá uma concepção mais clara para a sua própria identidade, em que a identidade de uma pessoa está associada à classe social a que pertence. Além de dizer que o educador precisa respeitar os seus alunos em sua condição social, o autor destaca que o professor não deve colocar-se numa posição superior às dos alunos de classe social mais baixa, mas também não deve sentir-se inferior aos alunos que pertencem à classe mais alta. Enfatizando sempre a importância de se respeitar as diferenças e valorizar o contexto social dos alunos, como a maneira de cada um se expressar e falar.

Nona carta: CONTEXTO CONCRETO – CONTEXTO TEÓRICO.
Paulo freire salienta a ideia que as relações entre a prática e o saber da prática são indicotomizáveis.  Aborda a importância da formação permanente da educação, e a indispensável reflexão crítica sobre os condicionamentos que o contexto cultural tem sobre os educadores, seu modo de pensar, agir, e seus valores.
Também nesta carta ressalta a importância de procurar sempre entrelaçar o contexto concreto e o contexto teórico, pois é impossível ensinar conteúdos sem saber como pensam os alunos no seu contexto real (contexto concreto), ou seja, na sua cotidianeidade. Assim, é importante saber o que eles já sabem para, a partir daí, ajudá-los a aprofundar os conhecimentos que já possuem bem como apresentar a eles aquilo que ainda não sabem.

Décima carta: MAIS UMA VER A QUESTÃO DA DISCIPLINA.
A décima carta aponta a questão da disciplina como um princípio básico nos diversos contextos de aprendizagem, seja no trabalho intelectual, na leitura séria de textos, na escrita cuidada, na observação e análise de fatos e no estabelecimento de relações entre eles.
Ao professor cabe a construção dos saberes com seus alunos, e não transmitir conhecimento. E para que se consiga, de fato esta construção, antes é preciso que ele se prepare, invista numa formação sólida e abrangente, tornando-se, enfim, produtor do conhecimento que lhe foi ensinado.

Últimas palavras: SABER E CRESCER – TUDO A SER.
As ultimas palavras intitulada “Saber e crescer – tudo a ver” segundo freire para saber é preciso crescer,  este saber é um processo social e individual ao mesmo tempo. Mas para isso é preciso que o saber de minorias dominantes não proíba o crescer das imensas minorias dominadas. Este livro de Freire leva à reflexão profunda sobre vários temas tais como: analfabetismo, política educacional, estrutura social, papel profissional, condição da criança e do jovem em países pobres.

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RESENHA

Livro: Paulo Freire (1993), "Professora sim tia não: cartas a quem ousa ensinar." Freire, Paulo (1993). Professora sim, tia não: Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho D’água, 127 p. Review by Elizete Delima Carneiro and Mara Cristine Maia dos Santos (UNILASALLE) De: (In: La Salle: Revista de Educação;, Ciência e Cultura/Centro Educacional La Salle de Ensino Superior (CELES), v. 4, n. 1 (Outono de 1999). Reproduced with permission.) POR: Anatália Matos

Freire introduz Professora sim, tia não procurando, através do enunciado, exigir um primeiro empenho à compreensão e entendimento não apenas do significado de cada uma das palavras que compõem o próprio enunciado, mas também sobre "o que elas ganham e perdem, individualmente, enquanto inseridas numa trama de relações" (p. 9). Assim, dividindo o enunciado em três blocos (a) professora, sim, (b) tia, não e (c) cartas a quem ousa ensinar, enfatiza a tarefa do ensinante, que requer comprometimento e gosto "de querer bem não só aos outros, mas ao próprio processo que ela implica" (p. 9) e sobre a impossibilidade de ensinar sem ousar. Ousar para "falar em amor", para que estudamos, aprendemos, ensinamos e conhecemos com o nosso corpo inteiro (...) para jamais dicotomizar o cognitivo do emocional (...) para ficar ou permanecer ensinando por longo tempo nas condições que conhecemos, mal pagos, depreciados e resistindo ao risco de cair vencidos pelo cinismo (p. 10). Em sua análise sobre Professora, sim, tia, não, apresenta sobre tudo duas razões. De um lado o de evitar uma compreensão distorcida sobre a tarefa profissional do professor. De outro, o de ocultar a ideologia repousada na falsa identificação. A tentativa de reduzir a professora à condição de tia é uma inocente armadilha ideológica em que, tentando-se dar a ilusão de adocicar a vida da professora, o que se tenta é amaciar a sua capacidade de luta, entretê-la no exercício de tarefas fundamentais (p.25). Segue sua análise através das "cartas a quem ousa ensinar", expondo questões fundamentais sobre os que fazeres acima de tudo político-pedagógicos. Dessa forma, convida a questionar e a pensar sobre o ato de escrever puramente mecânico e o ato de pensar ordenadamente. O texto, "embora simples", tem a intenção de mostrar a tarefa do ensinante que é também a de ser aprendiz, sendo preciso para isso ousar, o aprender a ousar, para dizer não à burocratização da mente a que nos expomos no dia-a-dia. Segundo Freire, é preciso ousadia ao próprio fato de se fazer professor, educador, que se vê responsável profissionalmente pela formação permanente. Nesse sentido, não se quer desmoralizar ou desvalorizar a figura da tia, mas questionar a desvalorização profissional, que vem acontecendo há décadas, de transformar a professora num parente postiço.
A posição de luta democrática que os professores testemunham a seus alunos, dentro dos valores da democracia apresenta-se em três exigências: que a luta jamais se transforme em luta singular e individual, que se desafiem os órgãos da categoria para a luta e que haja sempre a formação permanente e que acima de tudo o educador esteja aberto à avaliação da prática. Como educadores e educadoras somos políticos, fazemos política ao fazer educação. Se sonhamos com a democracia, que lutemos, dia e noite, por uma escola em que falemos aos e com os educandos, para que, ouvindo-os, possamos ser por eles ouvidos também (p. 92). Vale a pena ler as cartas e refletir sobre elas, dando atenção especial a cada uma delas, pois a leitura crítica dos textos e do mundo tem a ver com mudança em processo. É preciso, então, compreender o processo do estudar, do ler, do observar, do reconhecer, do ensinar e do fazer. É preciso que os educandos, experimentando-se criticamente na tarefa de ler e de escrever, percebam as tramas sociais em que se constituem e se reconstituem a linguagem, a comunicação e a produção do conhecimento, fazendo da escola espaço de reflexão e conscientização. "A escola, em que se pensa, em que se atua, em que se cria, em que se fala, em que se ama, se adivinha a escola que diz sim à vida.. E não a escola que emudece e me emudece" (sic) (p.63). Paulo freire ainda convida a um aprofundamento sobre a educação nos aspectos quantitativos e qualitativos; abordando também o problema dos salários dos professores, que são muitas vezes insignificantes, refletem a imagem de sua desvalorização pela sociedade. Surge dessa forma a necessidade de esclarecer a opinião pública sobre a situação em que se encontra o magistério. "Nenhuma sociedade se afirma sem o aprimoramento de sua cultura, da ciência, da pesquisa, da tecnologia, do ensino. Tudo isso começa com a pré- escola" (p. 53). As cartas também resgatam algumas das qualidades indispensáveis aos educadores e educadoras. Alguns questionamentos se fazem presentes, sobre os quais vale refletir com a sociedade: que é ensinar? que é aprender? que compreensão temos de mundo? fazemos política ao fazer educação? o diferente de nós é superior ou inferior a nós? como deve ser a escola democrática? Ao ler as cartas, é importante sabermos que o saber tem tudo a ver com o crescer, e que o crescer insere os sujeitos em um movimento dinâmico... "A imobilidade no crescimento é enfermidade e morte" (p. 125). "O saber tem tudo a ver com o crescer. Mas é preciso, absolutamente preciso, que o saber de minorias dominantes não proíba, não asfixie, não castre o crescer das imensas maiorias dominadas" (p. 127). Enfim, nessa obra, Paulo Freire vem a enfatizar a importância de que professores se conscientizem e se desvencilhem da ideologia que manhosamente quer distorcer sua tarefa profissional. Assim, esclarece, orienta e incentiva professoras e professores a assumirem o papel político-social que desempenham. Sendo a educação ato político, requer comprometimento tanto na luta política, quanto nas reivindicações do corpo docente e na formação de cidadãos realmente críticos e atuantes.