Qual a diferença entre edição e tiragem?
Apesar de existirem normas técnicas a respeito (NBR 6029/93, da Associação Brasileira de Normas Técnicas), a lei brasileira de direito autoral não faz distinção entre edição, tiragem e reimpressão de obras literárias, reinando certa imprecisão conceitual para o público. Num momento em que o direito do consumidor já se encontra sedimentado na consciência do brasileiro, essa imprecisão pode implicar na prática de violações legais, às vezes involuntárias. É muito comum se dizer que tal romance teve tantas edições, quando, na verdade, houve várias tiragens da obra, já que inalterado o texto. Nova edição pressupõe mudança do texto original, o que faz com que a nova edição de um livro jurídico seja procurada pelas inovações nela contidas. A legislação do consumidor exige a obediência às normas da ABNT nos produtos postos no mercado, bem como veda a propaganda enganosa.Conjugados esses dois fatores, ressalta-se a importância de se informar nos livros e demais publicações, se se trata de edição, reedição, ou reimpressão ou tiragem, e se essas informações correspondem ao efetivo teor da obra.
A diferença entre
“Edição” e “Impressão”
No mercado livreiro, é comum
ouvirmos expressões como “O livro do Harry Potter já está na sétima edição” ou
“O Senhor dos Anéis volta em nova impressão”. Isso significa que uma nova tiragem destes
livros chegou ao mercado.
Mas as coisas não são tão
simples assim: Edição e
Impressão são coisas
diferentes, embora estejam próximas.
Para entender estes conceitos, primeiro precisarei explicar o que é uma tiragem. Livros são impressos em uma quantidade fixa de exemplares de cada vez, chamados de Tiragem. Ela pode variar de algumas centenas a muitas dezenas de milhares de cópias, dependendo do livro e da editora.
Quando uma tiragem se esgota
(pela lei, quando restam apenas 10% da tiragem original, o livro é considerado
esgotado), a editora fica entre três
opções:
Reimpressão – Simplesmente corrige alguns erros que porventura encontrou no
livro e manda imprimir mais uma tiragem do livro. Esse método é usado para
baratear os custos e aumentar o lucro da editora, visto que nas tiragens
posteriores a primeira não entram uma série de custos, como desenhos, revisão,
fotolitos, diagramação… A desvantagem é que o livro vai continuar com o patamar
de vendas que possuía e a maioria dos leitores não vai nem perceber que é outra
impressão (para saber qual a impressão do livro que você possui, basta olhar na
página de rosto. Normalmente está escrito qual tiragem do livro. Se não estiver
escrito nada, é por que é a primeira tiragem).
Nova Edição – Sempre que a editora quer mudar algumas regras, alguma parte
do cenário, acrescentar mudanças drásticas ou matar alguém importante, ela
costuma modificar a edição. A maior vantagem é que traz um fôlego, fazendo com
que velhos leitores adquiram a nova edição para se manterem antenados com as
mudanças. A desvantagem é que toda a sua linha anterior se torna obsoleta e
precisa ser substituída por livros compatíveis com a nova edição. Como nem
todos os livros se esgotam com a mesma velocidade, a mudança de edição deve ser
muito bem planejada ou a editora. Quem costuma sofrer com isso são as editoras
que traduzem obras importadas, pois as mudanças de edição nos Estados Unidos
nunca acompanham a velocidade de venda das edições nacionais, deixando os
tradutores/editores em maus lençóis.
Edição Revisada – A terceira opção é a de realizar uma “edição revisada”. A
edição revisada é basicamente uma mistura das duas opções anteriores, que
mantém todas as características de regras da edição anterior, com mudanças
cosméticas, pequenos acréscimos, tratamento gráfico melhor, novos desenhos e
correções de erros que porventura sejam detectados. Quem já possui a edição
anterior não precisa comprar a Edição Revisada, mas quem não possui terá em
mãos uma edição “melhorada” do livro, em relação à edição anterior. A vantagem
da edição revisada em relação a reimpressão é o fato de que a editora pode
aprimorar o produto sem ter de mexer muito no seu conteúdo. A desvantagem é que
ele custa mais caro do que a reimpressão (afinal, precisa mudar desenhos,
diagramação, etc…) e as vendas não serão tão fortes quanto às de uma nova
edição. A desvantagem é que os leitores podem comprar o livro e reclamar de que
a história é a mesma (mesmo com um aviso gigante na contracapa do livro).
A diferença entre
“Edição” e “Impressão”
No mercado livreiro, é comum
ouvirmos expressões como “O livro do Harry Potter já está na sétima edição” ou
“O Senhor dos Anéis volta em nova impressão”. Isso significa que uma nova tiragem destes
livros chegou ao mercado.
Mas as coisas não são tão
simples assim: Edição e
Impressão são coisas
diferentes, embora estejam próximas.
Para entender estes conceitos, primeiro precisarei explicar o que é uma tiragem. Livros são impressos em uma quantidade fixa de exemplares de cada vez, chamados de Tiragem. Ela pode variar de algumas centenas a muitas dezenas de milhares de cópias, dependendo do livro e da editora.
Quando uma tiragem se esgota
(pela lei, quando restam apenas 10% da tiragem original, o livro é considerado
esgotado), a editora fica entre três
opções:
Reimpressão – Simplesmente corrige alguns erros que porventura encontrou no
livro e manda imprimir mais uma tiragem do livro. Esse método é usado para
baratear os custos e aumentar o lucro da editora, visto que nas tiragens
posteriores a primeira não entram uma série de custos, como desenhos, revisão,
fotolitos, diagramação… A desvantagem é que o livro vai continuar com o patamar
de vendas que possuía e a maioria dos leitores não vai nem perceber que é outra
impressão (para saber qual a impressão do livro que você possui, basta olhar na
página de rosto. Normalmente está escrito qual tiragem do livro. Se não estiver
escrito nada, é por que é a primeira tiragem).
Nova Edição – Sempre que a editora quer mudar algumas regras, alguma parte
do cenário, acrescentar mudanças drásticas ou matar alguém importante, ela
costuma modificar a edição. A maior vantagem é que traz um fôlego, fazendo com
que velhos leitores adquiram a nova edição para se manterem antenados com as
mudanças. A desvantagem é que toda a sua linha anterior se torna obsoleta e
precisa ser substituída por livros compatíveis com a nova edição. Como nem
todos os livros se esgotam com a mesma velocidade, a mudança de edição deve ser
muito bem planejada ou a editora. Quem costuma sofrer com isso são as editoras
que traduzem obras importadas, pois as mudanças de edição nos Estados Unidos
nunca acompanham a velocidade de venda das edições nacionais, deixando os
tradutores/editores em maus lençóis.
Edição Revisada – A terceira opção é a de realizar uma “edição revisada”. A
edição revisada é basicamente uma mistura das duas opções anteriores, que
mantém todas as características de regras da edição anterior, com mudanças
cosméticas, pequenos acréscimos, tratamento gráfico melhor, novos desenhos e
correções de erros que porventura sejam detectados. Quem já possui a edição
anterior não precisa comprar a Edição Revisada, mas quem não possui terá em
mãos uma edição “melhorada” do livro, em relação à edição anterior. A vantagem
da edição revisada em relação a reimpressão é o fato de que a editora pode
aprimorar o produto sem ter de mexer muito no seu conteúdo. A desvantagem é que
ele custa mais caro do que a reimpressão (afinal, precisa mudar desenhos,
diagramação, etc…) e as vendas não serão tão fortes quanto às de uma nova
edição. A desvantagem é que os leitores podem comprar o livro e reclamar de que
a história é a mesma (mesmo com um aviso gigante na contracapa do livro).
Definição de Publicação Seriada
Publicação Seriada:
- Publicação, em qualquer suporte, editada em partes sucessivas, com conteúdo corrente, designação numérica e/ou cronológica e destinada a ser continuada indefinidamente.
- São exemplos de publicações seriadas: periódico, jornais, publicações anuais (relatórios, anuários, etc.), revistas, memórias e monografias seriadas. Cada edição de uma publicação seriada tem uma designação numérica e/ou designação cronológica (volume, número e ano de publicação) distinguindo cada uma das edições individuais da publicação, com intenção de ser continuada indefinidamente.
Nota: Não confundir publicação seriada com “coleção” ou “série editorial”, que são recursos criados pelos editores ou pelas instituições responsáveis, para reunir conjuntos específicos de obras que recebem o mesmo tratamento gráfico-editorial (formato, características visuais e tipográficas, entre outras) e/ou que mantêm correspondência temática entre si. Uma coleção ou série editorial destinada a ser continuada indefinidamente receberá o ISSN. Entretanto, caso seja uma coleção fechada isto é, com início e fim predeterminado, a mesma deverá receber o número do ISBN.
Tipos de Publicação Seriada:
- Periódico
Tipo de publicação seriada, normalmente publicada com frequência previamente definida, em fascículos sucessivos, caracterizada pela variedade de conteúdo e de colaboradores. São publicações de conteúdo técnico-científico com informações baseadas em resultados experimentais podendo conter informações e/ou observações de cunho científico ou de divulgação emitindo opiniões que se apresentam sob a forma de revista, boletim, anuário, etc.
- Monografia Seriada
São consideradas monografias seriadas, conjunto de obras ou documentos independentes que, além de possuírem seus próprios títulos, relacionam-se entre si mediante um título comum. Neste caso, o título da série, que é o título comum,receberá um ISSN,e cada tema tratado na série receberá um ISBN.

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